Fala a verdade: você já entrou no Facebook hoje? Mais de uma vez? E ontem? E anteontem? Então, se você não acabou de chegar de algum lugar remoto, é muito provável que sua resposta tenha sido “sim” para todas as perguntas. Assim como seria resposta de 8 em cada 10 brasileiros.

Então, nada mais natural que usar a essa rede social para divulgar a ONG onde você trabalha e os projetos desenvolvidos por ela. Os especialistas em mídias digitais sabem muito bem como atrair e fidelizar internautas nas redes sociais para grandes marcas, empresas de vários segmentos e grandes instituições. Mas dá para usar um pouquinho do conhecimento deles para usar a favor das entidades sem fins lucrativos. Vamos lá?

Antes de mais nada, NÃO crie um perfil. Crie uma página!
Os perfis do Facebook são para as pessoas físicas, de carne e osso, como eu e você. As páginas são para as pessoas jurídicas (empresas, organizações da sociedade civil), artistas, personalidades e até mesmo causas. E essa não é uma diferença pequena. No perfil, você adiciona amigos e há limite de quantos adicionar. Na página, as pessoas curtem e não há um limite para isso. E mais: pode haver vários administradores ou uma pessoa pode administrar várias páginas de uma só vez.

Para um lado mais profissional, é possível incluir várias ferramentas, criar anúncios e ter estatísticas sobre as pessoas que curtiram a página, como sexo, faixa etária, região, dias da semana e horários de pico, o que ajuda na hora de postar conteúdo na rede.

E não desanime se a entidade já tem um perfil. Tem como convertê-lo em página.

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Com informações sobre sexo e faixa etária, é possível ver se suas ações estão atingindo o público certo

Facebook é uma rede social e não um distribuidor de releases
É comum jornalistas, ou comunicadores de uma forma mais ampla, usarem a criação do Mark Zuckerberg para publicarem somente notícias e sugestões de pauta produzidas pela entidade. E postam o link e pronto. Nada muito atraente, não? O ideal é que sim, publique-se a notícia, mas antes interaja com seu leitor, chame a atenção para o conteúdo, assim como o assessor faria (ou deveria fazer) quando envia um release para um veículo de comunicação.
Por mais interessante que seja sua notícia, não é exatamente isso que chama atenção para a postagem. Numa rede social, seja sociável!

Diversifique o assunto
Uma pessoa que sempre fala contigo sobre o mesmo assunto vai cansando até o ponto de a gente começar a evita-la. Isso serve também no mundo virtual. Mesmo que sua entidade tenha um trabalho bem específico, como trabalhar com catadores de um bairro da periferia de uma metrópole ou alfabetizar ex detentos de um presídio, você pode falar muito mais do que isso. Conte histórias dessas pessoas, dê dicas de como replicar o trabalho em outras comunidades, comemore pequenas e grandes vitórias, lembre datas importantes que tenham a ver com a entidade.

Aliás, assuntos frios ou atemporais (evergreen, na gíria dos especialistas) se bem feito, ajuda a atrair as pessoas certas para curtir sua página

Valorize o alcance orgânico
Já parou para pensar porque os posts da outra ONG têm sempre mais visualizações e compartilhamentos que a sua? É claro que depende de muitos fatores, mas pode ser que você também não esteja ajudando. A não ser que seja um assunto extremamente urgente, uma denúncia importante, por exemplo, deixe seu post respirar. Ou seja, poste o seu conteúdo na rede e deixe o Facebook mostrar às pessoas que curtiram a sua página.

Depois de um tempo, compartilhe no seu perfil pessoal, envie pelo Messenger com um texto amigável a uma ou outra pessoa que se interessará pelo assunto. Depois de um tempo compartilhe, aos poucos, sempre com um texto antes, em grupos de Facebook.

Recomenda-se também curtir os compartilhamentos e comentários e respondê-los, nem que seja agradecendo. Já o que não funciona muito bem é sair marcando meio mundo na publicação e encher de #HashtagsNadaAVer. Isso só faz com que as pessoas sintam que a mensagem está poluída e que podem estar sendo vítimas de spam.

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Parece que dá um pouco de trabalho, né? Bem planejado, nem tanto. Mas, se é por uma boa causa o esforço vale a pena.

Bom, e como o assunto é longo, este artigo foi dividido em dois. Para ver a segunda parte, clique aqui.

Neste link do site Jornalista 3.0 tem outras dicas úteis para engajamento em mídias sociais

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