Continuando o assunto da semana passada (se não viu a primeira parte, clique aqui), seguem outras dicas para as ONGs aproveitarem melhor o uso do Facebook.

Planeje as postagens
As pessoas vão perdendo o interesse de seguir páginas se não há muitas atualizações ou se há demais. Crie um cronograma para as postagens, para sempre ter assunto. Evite ficar vários dias sem postar algo e não exagere na quantidade de posts. Um ou dois por dia está bom. Mais do que três já é exagero.

Use boas fotos
O apelo nas redes sociais é visual. Então invista em boas fotos, com contrastes de cores e com “espaços” para não ficar poluída. Importante: existem bons acervos gratuitos de fotos na internet, mas raramente as fotos com gente servem para o público das ONGs. Fotos só de pessoas brancas, de terno, em escritórios amplos, não condizem com o nosso foco. É sempre bom investir em um bom acervo fotográfico. Profissional ou amador. E para colocar a programação de um evento, não use uma imagem. Tem que pedir muito esforço para o internauta. Se a programação é curta, ponha no corpo do post, se é extensa, ponha o link para o site ou blog. Não vale por um link para uma imagem em JPG, ok?

Importante também observar o tamanho das imagens. O ideal para uma imagem é de 1200 x 900 pixels. Para ver outras medidas para  o Facebook e outras redes sociais, clique aqui e veja um infográfico dos Resultados Digitais.

logo-instagramCompartilhe outras redes com moderação
Cada rede social (Facebook, Instagram, Twitter, Google +, Pinterest e vários outros) tem seu próprio tipo de público. É importante que cada postagem seja pensada para cada rede. Além disso, é bem possível que a mesma pessoa que siga a ONG no Facebook também o siga no Twitter. Postar sempre o mesmo assunto faz com que a pessoa perca o interesse em seguir nas redes sociais. Mas, claro que há exceções. Você pode postar de vez em quando um post do Instagram no Facebook para divulgar a presença na outra rede.

Interaja com seu público
Imagine você entrar em contato com uma empresa pedindo alguma informação e não te responderem… É mais ou menos essa a sensação que alguém sente quando posta alguma pergunta no Messenger ou mesmo quando comenta alguma postagem e fica sem resposta. Responda, de forma proativa, todas as mensagens e comentários, mesmo aquelas irônicas ou agressivas. Vale a pena curtir e comentar quando usuários compartilharem seus posts.

Monitore os resultados
Existem formas mais avançadas no Facebook de monitorar as postagens do que apenas observando quantas curtidas, comentários e compartilhamentos houveram. É importante conhecer as preferências dos seguidores da página da entidade. É possível ver os dias da semana e horários mais interessantes para planejar as postagens, bem como avaliar se determinado tipo de postagem vai interessar mais ou menos pessoas de determinado sexo ou faixa etária.

Lima-barreto-machado-de-assis-internetÉ o conteúdo que importa
Por último, mas o mais importante. Afinal de contas, as ONGs têm causas e essas causas são o nosso foco nas redes sociais, principalmente o Facebook. Antes de divulgar uma postagem pense se o assunto é de fato importante para seu público. Por exemplo, para que serve ficar postando mensagens com frases inspiradoras, imagens engraçadinhas, álbuns de fotos se não houver um contexto que explique isso.

Muito cuidado ao compartilhar informações que não são verídicas. Verifique se não é boato antes de propagar uma denúncia. O mesmo cuidado tem que haver com citações. É frequente as pessoas usarem citações de pessoas famosas sem verificar a autoria da fonte e serem vítimas de um trote.

É importante ter regularidade nas postagens, mas se não tem o que dizer, não diga nada. Melhor assim.

E sempre, sempre revise o texto das postagens. De preferência, use um editor de texto, como o Word, ao invés de escrever diretamente no Facebook. E na dúvida, revise mais uma vez.

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